terça-feira, 31 de maio de 2011

Escola com que eu sonho

Terezinha Saraiva, O Globo

Há inúmeros fatores que contribuem para o bom desempenho dos alunos e das escolas que participam de avaliações. Entre eles: professores com boa formação, que dominem plenamente o conteúdo da disciplina ou disciplinas que lecionam, que tenham uma boa prática docente para saber ensinar, motivando seus alunos e mantendo-lhes o interesse permanente.

Alunos motivados não faltam, não se evadem.

Outro fator que tem influência: escolas que ofereçam boas condições para ensino e aprendizagem.

Turmas com, no máximo, 35 alunos para os anos escolares finais do ensino fundamental. Turmas menores para os anos iniciais.

Biblioteca, laboratórios, quadras esportivas, sala de leitura, materiais pedagógicos variados. Utilização de novas tecnologias para enriquecer a prática docente.

É preciso que os professores tornem suas aulas tão atraentes e coloridas como é o mundo. Chega de escola funcionando em preto e branco, sem qualquer atrativo. A escola tem que ser o local atraente e prazeroso para professores e alunos e para as famílias dos alunos.

É indispensável que os professores conheçam seus alunos. Como vivem, suas possibilidades e limitações.

Não basta conhecer a turma como um todo. Tem que conhecer cada aluno. Não só o nome, mas sua vida.

No momento em que o professor conhece os alunos, encontra o melhor caminho para despertar seu interesse, afastar seus bloqueios e fazê-los aprender.

Motivado, estimulado, bem ensinado, ocorre a aprendizagem.

Evidente que um aluno que vive estimulado pelo ambiente cultural da sua casa, bem alimentado, amado, com uma família que acompanha seus estudos tem mais probabilidade de um bom desempenho escolar.

Entretanto, um aluno que não tenha essas condições, se amado e estimulado pelo professor, conseguirá obter um bom desempenho.

 
 

Terezinha Saraiva é educadora e ex-secretária municipal de Educação do Rio de Janeiro

segunda-feira, 30 de maio de 2011

O MEC pirou de vez

Edgar Flexa Ribeiro, O Globo Não há mais lugar para dúvidas: o Ministério da Educação não sabe o que é uma sala de aula, nem sabe o que é uma escola.
Não conhece os professores. Não sabe a que são obrigados para cumprir o mínimo que se espera deles.
E, sem mais aquela, os convoca para lidar com um tema importante, delicado, que repercute na intimidade e nas convicções das famílias. Tema para o qual o magistério não foi preparado para trabalhar em sala de aula ao longo de sua formação.
O MEC não conhece as famílias, e nem as respeita, nem às suas convicções – certas ou erradas.
Pais, mães, ambientes domésticos não importam para os educocratas. Eles sabem tudo, determinam tudo, aprovam e reprovam a seu talante idéias, medidas e providencias que flutuem a seu redor.
O MEC gosta mesmo é de pegar onda. Singrar os mares em cima de qualquer idéia simpática que lhe cruze o caminho.
Não pensa, não indaga, não examina. Não ouve ninguém e parte para a ação: imprime, edita, distribui, obriga, compele e atrapalha-se a cada momento.
O MEC malbarata a esmo recursos públicos sabidamente escassos. Joga dinheiro público pela janela, em iniciativas que se destroem em pouco tempo.
É uma estrutura pública que vaga sem limites, sem propósito, sem metas, sem controle.
Combater a homofobia é uma boa e bela causa. De modo geral, toda e qualquer “fobia” deve ser mantida sob controle. As fobias são o colapso da razão. Qualquer uma.
Mas elas são parte de nós, vicejam nos mesmos campos em que vivemos todos. Sentimentos arraigados, com raízes profundas naqueles que as compartilham.
Vencê-las não é tarefa de resultados imediatos. Leva tempo, exige esforço continuado.
Como se atreve o MEC a distribuir material de uso em sala de aula, se ele sabe que os profissionais a quem caberá empregá-lo não foram formados para isso?
Considera os riscos, os sofrimentos, as perplexidades de crianças, jovens, pais e mães?
Não, os educocratas não se preocupam com o mundo real. A causa é justa, a idéia é boa, o material está ali mesmo.
Por que não produzi-lo em massa? Por que não distribuí-lo às escolas como se distribui a merenda?
E periodicamente as trapalhadas do MEC param o país. É o ENEM que se embaralha todo, é o emprego da norma culta da língua que é colocado em dúvida, é a intromissão brusca no seio das famílias violando sua intimidade.
Esses despautérios todos, sobretudo este último, terminam por acirrar o que pretendia estar combatendo.
Só o MEC consegue isso: dizendo que vai combater a homofobia acaba por excitá-la.
Ah, esse MEC...

Edgar Flexa Ribeiro é educador, radialista e presidente da Associação Brasileira de Educação

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Receita contra a ansiedade matemática


Por Luiz Barco
Tenta explicar por que a matemática tem sido uma das áreas do conhecimento menos procurada pelos estudantes.
Por que estudantes sagazes, brilhantes e inteligentes evitam a Matemática? Ela é a chave para o sucesso científico, tecnológico, industrial e comercial, mas são poucos os que a ela se dedicam com prazer. O relatório da Sociedade Americana de Matemática registra que o último ano acadêmico apresentou, nos Estados Unidos, o menor número de doutoramentos na área nos últimos quinze anos. O presidente do Comitê da Sociedade, Edward A. Cônnor, declarou, preocupado, que isso representa uma ameaça para a segurança nacional e para a competitividade econômica do país, no cenário internacional.
Um artigo recente do The New York Times, sob o título "Curando a ansiedade matemática", registrou as preocupações da chefe de orientação curricular da Universidade de Wesleyan, Sheila Tobiss. Desde 1970, ela se preocupa com os sintomas de ansiedade matemática dos jovens estudantes e, em 1975, decidiu abrir no campus uma Clínica para Ansiedade Matemática. Colocou símbolos matemáticos por toda parte e perguntou aos consulentes: "Eles parecem ameaçadores a vocês?"
Como parte do tratamento, encorajou-os a falar de suas experiências nessa área. Percebeu que muitos se saíam bem com a Matemática na escola elementar, até tropeçarem em algum problema - a Geometria, por exemplo - que não conseguiam entender. Sem ajuda eficiente, passaram a sentir-se estúpidos - e desistiram. Essa experiência - digamos, clínica - transformou-se em dois livros. Sheila Tobiss quer ter a certeza de que especialistas em História ou Literatura, por exemplo, não sairão da escola sem saber nada de Matemática.
Estimulados por aquele artigo, fo-mos entrevistar alguns estudantes que ingressaram em nossas universidades este ano no campo das Humanidades. E percebemos que entre eles não é raro o desejo de nunca mais enfrentar um curso de Matemática. Persiste o mito de que ela trata de um assunto esotérico, necessário somente aos gênios científicos. Parece enfadonha e, freqüentemente, os professores a fazem assim. Eles dão aos estudantes poucas oportunidades para debater a Matemática; ao contrário, quase sempre insistem em respostas corretas e exatas, reforçam a necessidade de memorização de regras, cobram rapidez.
Falar, pensar e sobretudo escrever sobre Matemática é raro na escola, embora seja uma constante entre os profissionais. Quando discutem seu trabalho durante o jantar, eles costumam cobrir a toalha da mesa com cálculos e raciocínios. Isso quase sempre prejudica a paz conjugal, mas com certeza ajuda a dissipar a aparente ari-dez do campo em que trabalham. Os estudantes imaginam que é preciso decorar para saber; os especialistas, ao contrário, preferem trabalhar as idéias, mesmo quando esqueceram a fórmula. É verdade que, para trabalhar as idéias, seria necessário desfrutar de um grau de liberdade que não existe na escola. Os livros, em geral, são roteiros de instruções que não fixam a atenção dos estudantes, impedindo-os de estabelecer aquilo que os psicólo-gos chamam reforço espiral: insistir num mesmo ponto, aumentando, gradativamente, o nível de compreensão. Isso se deve ao fato de que, na maioria das vezes, os assuntos são apresentados ao contrário do que sucedeu no processo de criação.
Ou seja: uma vez completados os teoremas e suas demonstrações, toda apresentação simbólica e verbal é rearranjada e polida segundo os cânones do método dedutivo. Isso dificulta a compreensão, pois elimina o proces-so de descoberta e não documenta o traço mais humano da produção. Muitas vezes sonega até mesmo a informação de que o produto final apresentado é o resultado de séculos de pensamentos, erros e acertos de centenas de pessoas brilhantes.
Talvez seja um consolo saber que alguns dos erros que você cometeu durante sua vida escolar podem ter sido problemas que a humanidade levou séculos para vencer. Matemáticos não são as pessoas mais inteligentes, necessariamente. São apenas aquelas que se conhecem bem e sabem quando devem folhear um livro e quando devem deter-se longa e atentamente sobre um parágrafo. Não se julgam tão severamente quando não encontram a resposta certa. São pacientes, tenazes e raramente muito rápidas.

sábado, 21 de maio de 2011

Veja algumas curiosidades numéricas do campeonato brasileiro que inicia hoje

O reporter Rodrigo Breves, do globoesporte.com realizou uma pesquisa e encontrou algumas curiosidades numéricas interessantes dos 20 times que disputarão o Brasileirão 2011. 
Para ver essas curiosidades acesse aqui.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Estudo desvenda "loteria" em decisões por pênaltis

Jovem Pan Online

Estudo realizado pelo professor de Economia da London School of Economics and Political Science, Ignacio Palacios-Huerta, mostrou um importante dado para os clubes que precisarem decidir nos pênaltis uma vaga.

Segundo a pesquisa, a equipe que inicia uma disputa por pênaltis tem 60,5% de chance de vencer, contra 39,5% de quem bate depois. O pesquisador espanhol analisou 269 disputas por pênaltis realizadas entre 1978 e 2008, em um total de 2.820 arremates para chegar a esta conclusão que foi publicada pela revista American Economic Review. "É uma loteria, mas não é uma loteria 50-50, e sim uma 60-40", afirmou Palacios-Huerta, que é doutor em Economia pela Universidade de Chicago.

Em outro campo, o levantamento afirma que a vantagem para a equipe que cobra primeiro em partidas entre seleções é de 24%. Em jogos nacionais, 17%. Se o jogo for em campo neutro, a vantagem diminui: 14,8% mais chance de vencer para quem bate primeiro. Em condições normais, com time da casa e visitante, são 24,4% de vantagem a favor de quem inicia as cobranças.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Usando Matemática para inovar nos negócios


por CLEMENTE NOBREGA
Pense num negócio que se encontra em toda parte entregas de encomendas no perímetro urbano. Em geral é muito mal estruturado. A maior parte das empresas é de pequeno porte e competem só por preço. Recebem pedidos por telefone, passam para um expedidor que envia uma mensagem de rádio para localizar algum entregador livre. A idéia inovadora é fazer tudo on-line. O cliente entra no site da empresa com os endereços de coleta e entrega, e o pedido é automaticamente direcionado ao mensageiro melhor colocado para fazer o trabalho. En passant: este é exatamente o processo que a CEMEX usa para entregar cimento e concreto. A empresa é líder mundial em lucratividade.
Voltando aos motoboys: os clientes podem acompanhar o progresso do veículo de entrega em seu computador. A entrega é confirmada por e-mail. Os mensageiros usam GPS e computadores de mão para manter o sistema atualizado.
A chave ao serviço está em escolher o mensageiro mais bem posicionado para fazer a entrega. Aquele que o sistema GPS mostra ser o mais próximo do local da coleta não é necessariamente o mais apropriado. Por exemplo, um mensageiro em São Paulo pode estar só a algumas centenas de metros de um endereço de coleta, mas se estiver do outro lado do Tietê pode demorar 20 minutos só para atravessar. Outras informações como condições do tráfego e a performance individual de cada mensageiro também tem de ser consideradas. Como escolher o motoboy mais apropriado?
Isso é um problema matemático. A equipe conduzida por Cynthia Bernard, perita de logística do Massachussets Institute of Technology nos EUA, inventou um algoritmo complicado que está agora no coração do negócio embutido nos sistemas (TI) de empresas como a eCourier, uma empresa inglesa considerada grande inovadora no negócio de entregas via motoboys digital otimizados ,digamos.
- Matemática é importante em toda "inovação tipo Wal Mart"-ou seja, inovação que envolve a otimização de fluxos de informação ou de coisas físicas como caminhões de concreto, mercadorias em centros de distribuição ou motoboys. Há um extenso mercado se abrindo para matemática aplicada ao mundo da informação em negócios.
- Se você tem filhos bem jovens, é provável que algum deles decida ser "otimizador de mecanismos de busca". É que por causa do sucesso dos Google da vida, há uma demanda crescente para essa atividade. É assim. Você tenta decifrar a matemática por meio da qual o Google faz suas buscas, e monta o site de sua empresa de modo que quando alguém digitar (no Google, por exemplo) o nome genérico do produto que você tem para vender, o seu site apareça em primeiro lugar. Isso pode significar milhões de dólares em lucros extras pois,como explica Thomas Friedman:" se ,quando alguém busca por "vídeo câmera",o produto que sua empresa fabrica aparecer primeiro, as pessoas que vão clicar no seu web site são aquelas que mais provavelmente vão comprar de você."Os otimizadores de mecanismos de busca, desenham estratégias de marketing via web para que as vendas de seu produto aumentem.
Marketing vai ser feito cada vez mais matematicamente.

domingo, 15 de maio de 2011

Apenas 11% dos estudantes que terminam o ensino médio aprendem matemática


Por: Adauri Antunes Barbosa

Os alunos das escolas brasileiras não estão tendo o aprendizado adequado, conforme apontam dados divulgados nesta quarta-feira em São Paulo pelo movimento Todos Pela Educação. Apenas 11% dos estudantes que terminam o terceiro ano do ensino médio estão tendo aprendizado apropriado em matemática e apenas 14,8% dos que concluem (8º ou 9º ano) o ensino fundamental.
Quando o aprendizado é avaliado em língua portuguesa o desempenho é um pouco melhor, embora ainda seja muito baixo. Os alunos que terminam o ensino médio (3º ano) com aprendizagem adequada são apenas 28,9%. Na conclusão do ensino fundamental o índice não passa de 26,3% e entre os alunos de 5ª/4ª séries chega a 34,2%.
Os dados fazem parte do relatório "De olho nas Metas", que é elaborado anualmente pelo Todos Pela Educação, grupo de especialistas e interessados em educação que acompanha cinco metas que tratam de acesso: alfabetização até os 8 anos de idade, aprendizado adequado à série, conclusão na idade correta e do financiamento e gestão da educação em todo o País. A mais importe sugere que "até 2022, 70% ou mais dos alunos terão aprendido o que é adequado para a sua série". Se a evolução atual for mantida, o Brasil só vai atingi-la em 2050.
Embora nenhuma das séries avaliadas esteja próxima da meta estabelecida, no 5º e no 9º ano do ensino fundamental houve melhora em comparação ao primeiro dado do Sistema de Educação Básica (Saeb), de 1999. No ensino médio atualmente 28,9% atingem o objetivo para a etapa, enquanto eram 27,6% há 10 anos, mas em matemática eram 11,9%, e hoje são 11%.
- Isso significa que 89% das nossas crianças estão concluindo a educação básica sem aprender o mínimo - explicou Priscila Cruz, diretora executiva do Todos pela Educação.
Para o sociólogo Simon Schwartzman, pesquisador do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade (Iets), o fato de estar havendo uma evolução, embora pequena, no aprendizado do português isso não deve ser atribuído à qualidade do ensino da língua portuguesa nas escolas. Segundo ele, o português está associado à educação familiar.
- Se a família fala um pouco melhor, a criança aprende. Matemática depende da escola, o que significa que ela não está ensinando - concluiu.
Entre as soluções propostas, a principal continua sendo a necessidade uma política pública efetiva de formação e valorização do professor.

Viagem mágica pela matemática


Por Andréa Oliveira

Lilavati – Uma Aventura das Índias... E de Outros Lugares Também! explora o lado divertido dos números e equações
Grupo Theatralha & Cia, e cena

Encontrar uma criança que goste de matemática deve ser tão difícil quanto achar uma que adore brócolis. Em Lilavati – Uma Aventura das Índias... E de Outros Lugares Também!, o desafio do autor e diretor Atilio Bari está em mostrar como pode ser mágica uma viagem pela história dos números. A música, as danças e as máscaras da montagem do Grupo Theatralha & Cia remetem à Índia, África e China, lugares por onde passa o hindu Bhaskara – personagem inspirado no matemático que viveu no século 12, aquele da fórmula para determinar as raízes de uma equação de segundo grau. Para livrar sua filha, Lilavati, de uma profecia, ele esbarra em personagens interessantíssimos. Exemplos? Um pastor que usa pedrinhas para contar ovelhas. Mercadores responsáveis pela invenção dos sinais de soma e subtração. E o imperador que mandou queimar todos os livros de matemática da China.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Quem é melhor de matemática: homens ou mulheres?

Por Edson Porto
A ideia de que os homens são melhores do que as mulheres em matemática tem sido apoiada durante décadas por testes concretos. Na grande maioria das avaliações entre estudantes, em qualquer país, os meninos se saem melhor do que as meninas na hora de fazer contas. Em competições internacionais, como olimpíadas de matemática, ou em universidades e premiações, a exemplo do Nobel, o padrão se repete.

Mas há pesquisadores que contestam a tese de que ser bom em exatas é uma qualidade inata do sexo masculino. Para eles, o ambiente e o incentivo são fatores mais importantes. É o que acredita o professor de economia Glenn Ellison, autor de um estudo recente sobre o assunto.
Ellison, que é professor de economia do MIT, não é exatamente um observador desinteressado. Ele mergulhou no assunto depois que se tornou técnico da equipe de matemática da escola de sua filha em Boston, nos Estados Unidos, um time composto apenas por mulhere.
Em todas as competições, os concorrentes eram, na grande maioria, meninos. Intrigado, Ellison resolveu investigar o tema usando um objeto de estudo pouco explorado: as competições de matemática americanas. A ampla maioria dos estudos tem se concentrado em testar estudantes de todos os níveis e ambos os sexos para ver quem se dá melhor de maneira absoluta.
Ao se focar nas competições, o professor do MIT descobriu uma novidade. Enquanto os meninos americanos que participam dessas provas nacionais são oriundos de um gama bastante variada de escolas, as meninas são alunas de um número muito pequeno de instituições.
Analisando dados sobre 125 mil participantes de olimpíadas no país, Ellison e seu colaborador Ashley Swanson, perceberam que enquanto metade dos homens eram estudantes de mais de 200 escolas, a ampla maioria das meninas eram alunas de apenas 20. Para Ellison, essa concentração indica que algumas escolas simplesmente são boas em formar meninas boas em exatas. “É significante que as melhores meninas estão vindo de um grupo muito pequeno de escolas com currículo forte em matemática”, escreveu o professor.
A grande diferença de desempenho entre as mulheres de uma escola para outra seria uma indicação importante de que o problema não está nas estudantes, mas nas escolas. Outra indicação de que Ellison pode estar na trilha certa é que desde a década de 60, à medida que mais meninas se dedicam a estudar matemática, a diferença de desempenho entre homens e mulheres vem caindo de forma consistente. Apesar disso, o próprio pesquisador admite que ainda será preciso mais tempo e trabalho para se declarar a igualdade matemática entre os sexo.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Hoje é o dia Nacional da Matemática

Hoje, todos os matemáticos brasileiros estão comemorando o dia nacional da Matemática. Data instituída em 06 de maio de 2004, pela Sociedade Brasileira de Educação Matemática – SBEM.
A data escolhida é uma homenagem ao dia do nascimento de Júlio César de Mello e Souza, o MALBA TAHAN. Professor de Matemática e escritor muito criativo, ele adorava elaborar enigmas em sala de aula para iniciar suas explicações. É considerado o maior matemático brasileiro.
Neste dia, fica a sugestão de promover, em todos os estados brasileiros a realização de eventos comemorativos, com o objetivo de difundir a Matemática como área do conhecimento, sua História, possíveis relações com as demais áreas; e de colocar em discussão algumas crenças sobre o ensino atual de Matemática

terça-feira, 3 de maio de 2011

Geometria Analítica


A geometria analítica, também chamada geometria de coordenadas e que antigamente recebia o nome de geometria cartesiana, é o estudo da geometria através dos princípios da álgebra.
Em geral, é usado o sistema de coordenadas cartesianas para manipular equações para planos, retas, curvas e círculos, geralmente em duas dimensões, mas por vezes também em três ou mais dimensões.
Alguns pensam que a introdução da geometria analítica constituiu o início da matemática moderna.
Por aquilo que dela é ensinado nos livros escolares, pode-se explicar a geometria analítica de uma forma mais simples: a disciplina procura definir formas geométricas de modo numérico e extrair informação numérica dessa representação. O resultado numérico também pode, no entanto, ser um vetor ou uma forma.
René Descartes criou as fundações para os métodos da geometria analítica em 1637 no apêndice intitulado Geometria do seu Discurso do Método. Este livro e os seus princípios filosóficos criaram as fundações para o cálculo, que foi mais tarde introduzido independentemente por Isaac Newton e Gottfried Wilhelm Leibniz.