segunda-feira, 14 de março de 2011

Matemática e terremoto

     A terra se rasga, se abre, o mar se agita e destrói tudo o que estive sobre os alicerces. Uma catástrofe atrás da outra. Tsunamis, terremotos, destruição, caos. Essa realidade dura é o reflexo dos movimentos das placas tectônicas que se chocam ou se afastam provocando, na crosta terrestre, uma devastação inimaginável.
     A tragédia no Japão está sendo considerada uma das maiores de todos os tempos (o quinto desde 1900, data a partir da qual os registros são confiáveis). Uma força tão impressionante que se equivale ao poder de centenas de bombas atômicas. No Chile em 1960 (o maior terremoto registrado), por exemplo, o impacto do terremoto foi tão forte que chegou a mudar o eixo da Terra. A escala Richter apontou 8,8. Um dos maiores de todos os tempos. Mas o que significa 8,8 nessa escala? O que tudo isso tem a ver com matemática?
Saiba mais sobre a escala Richter
     A escala de medida de energia sísmica liberada por terremotos conhecida como Richter surgiu em 1935, idealizada pelo sismólogo americano Charles F. Richter. Após recolher dados de inúmeras ondas sísmicas liberadas por terremotos, Richter criou um sistema para calcular as magnitudes dessas ondas.
     A escala Richter foi inicialmente criada para medir apenas a magnitude de tremores no sul da Califórnia, utilizando um equipamento específico - o sismógrafo Wood-Anderson.
Apesar da limitação original e do surgimento de vários outros tipos de escalas para medir terremotos, a escala Richter continua sendo largamente utilizada hoje. A primeira escala Richter apontou o grau zero para o menor terremoto passível de medição pelos instrumentos existentes à época.
     Teoricamente, a escala Richter não possui limite. De acordo com o Centro de Pesquisas Geológicas dos Estados Unidos, aconteceram três terremotos com magnitude maior do que nove na escala Richter desde que a medição começou a ser feita. De acordo com outras fontes, como a enciclopédia Britannica, tal marca nunca foi alcançada. Veja a tabela abaixo:

     Agora respondendo a pergunta sobre o que a matemática tem a ver com terremotos, é que a magnitude é calculada por uma função logarítmica que utiliza dados que podem ser coletados por sismógrafos: a amplitude e a freqüência da onda (que é resultante dos movimentos de placas tectônicas). Podemos calcular a magnitude de um terremoto a partir da fórmula:
M = log (A . f ) + 3,3
onde:
M é a magnitude do terremoto, na escala richter.
A é a amplitude do movimento da onda (em micrômetros)
f é a freqüência da onda (em hertz)
Como a escala é um calculo logaritmo, cada ponto a mais na escala significa um poder de destruição de 10 vezes a mais. Mas, hipoteticamente, alguns estudiosos afirmam que se houvesse um terremoto de 12 graus a Terra seria partida ao meio.
              Isto É
              http://www.acheiox.com.br/
Fontes: Folha Online

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